09/02/24
A gestão do prefeito Rogério Cruz (Republicanos) parece não cansar de apanhar dia após dia. Dessa vez, por falta de transparência em relação à divulgação de pontos críticos de alagamento na cidade. A Prefeitura alega ter uma lista com 99 desses pontos, identificados entre 2021 e 2022, mas se recusa a disponibilizá-la ao público, justificando preocupações com especulação imobiliária e discriminação aos moradores dessas áreas.
O jornal O Popular diz que busca acesso a esse documento desde o ano passado e destaca que, em 2019, uma lista semelhante foi divulgada e permanece disponível no site do Paço Municipal, contradizendo a justificativa atual para não divulgar a versão atualizada.
A Prefeitura afirma compartilhar os locais de maior risco com a Secretaria Municipal de Infraestrutura Urbana (Seinfra) para o planejamento de estratégias de resolução ou minimização dos impactos na cidade. No entanto, a reportagem constatou que os nove endereços divulgados como exemplos já constavam na lista de 2019 divulgada pela Defesa Civil.
A Defesa Civil nega a responsabilidade pela lista, direcionando as perguntas para a Seinfra. Esta, por sua vez, não forneceu respostas claras sobre as responsabilidades de cada órgão na prevenção e atuação durante chuvas nos pontos críticos.
A Companhia Municipal de Urbanização de Goiânia (Comurg) inicialmente afirmou não ter serviço a fazer nesses locais, mas ao ser questionada sobre a limpeza, não forneceu resposta. A Secretaria Municipal de Mobilidade (SMM) alegou não ser responsável pela sinalização em pontos críticos de alagamento.
A última ação pública preventiva nestes locais ocorreu em 2014, quando foram implantadas placas de alerta por recomendação do Ministério Público. No entanto, a atual gestão municipal não esclareceu sobre a manutenção dessas placas.
A Agência Municipal de Meio Ambiente (Amma) não explicou suas ações para minimizar os impactos da chuva nos pontos críticos, limitando-se a mencionar trabalhos de plantio pela cidade. Ou seja, ao negar à reportagem essas informações, a gestão Rogério Cruz se nega a prestar esclarecimentos à população de Goiânia.