18/02/24
Goiânia continua a enfrentar um desafio significativo no que diz respeito ao déficit de vagas nos Centros Municipais de Educação Infantil (CMEIs) e escolas integrais. Um levantamento feito pela TV Anhanguera mostra que, mesmo após a disponibilização de 25.067 novas vagas pela Educação Municipal em 2023, sendo 14.976 destinadas à Educação Infantil, o déficit persiste, atingindo aproximadamente 9 mil vagas em outubro de 2023 e mantendo-se nesse patamar em fevereiro de 2024.
O início do ano letivo, que abrange 117 mil estudantes na rede municipal de ensino, trouxe consigo preocupações e desafios. A ausência de kits escolares para as crianças no início do ano gerou questionamentos e críticas. O secretário de Educação, Rodrigo Caldas, admitiu que a entrega dos kits poderia atrasar mais duas semanas, enquanto os uniformes só seriam distribuídos no mês de março.
A questão da fila de espera por vagas na rede municipal de educação também foi abordada. Caldas anunciou que estão previstas 12 novas construções para 2024, visando reduzir pela metade o déficit de vagas em Goiânia. No entanto, para as 20 obras adicionais programadas pela Secretaria de Educação, será necessário contar com recursos provenientes do empréstimo de R$ 710 milhões pleiteado junto ao Banco do Brasil.
O retorno às aulas não ocorreu sem controvérsias. Responsáveis e servidores relataram falhas na gestão municipal, destacando a falta de materiais escolares, colchões para alunos em período integral, uniformes e outros itens básicos. Imagens de crianças dormindo no chão em CMEIs de Goiânia chamaram a atenção e levaram à atuação do Tribunal de Contas dos Municípios (TCM) para investigar possíveis violações criminais dos direitos da criança na cidade. Paralelamente, a Delegacia de Proteção à Criança Adolescente (DPCA) iniciou investigações sobre denúncias de irregularidades no tratamento e acolhimento das crianças matriculadas nos Centros Municipais de Ensino (CMEIs).