Goiânia, 04/04/2025
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Blogueiro diz que aliança entre Vanderlan e PT é difícil de ser explicada

18/02/24

O blogueiro Cloves Reges, em sua recente publicação, destaca a complexidade que envolve a potencial aliança entre o senador Vanderlan Cardoso (PSD) e a pré-candidata à prefeitura de Goiânia pelo PT, deputada Adriana Accorsi. Para Reges, a dificuldade em explicar essa composição ao eleitorado reside na notável distância ideológica entre os dois políticos, colocando em xeque a viabilidade prática dessa união, considerando a história política e alianças anteriores de Vanderlan.

O pragmatismo político, caracterizado pela busca de soluções práticas e eficientes para os problemas da sociedade, é, segundo o blogueiro, o fundamento que muitas vezes justifica alianças aparentemente improváveis. Contudo, especialistas alertam para a tênue linha que separa o pragmatismo político da prática do fisiologismo, em que os interesses pessoais do político sobrepõem-se aos interesses públicos.

A análise ressalta o desafio de explicar a aliança entre Vanderlan, conhecido como bolsonarista, e Adriana Accorsi, ligada ao PT, partido historicamente oposto ao bolsonarismo. A dificuldade de justificar essa união ao eleitorado pode gerar a percepção de que os políticos estão em busca apenas do poder, levantando questionamentos sobre a autenticidade e coerência de suas posturas ideológicas.

Vanderlan, atualmente presidente do PSD em Goiás, enfrenta um cenário político desafiador. Distante da base governista do governador Ronaldo Caiado e órfão do bolsonarismo na capital, o senador busca alternativas para viabilizar uma candidatura minimamente competitiva. O possível aceno ao PT seria, segundo analistas, uma estratégia para obter apoio político em uma eventual candidatura ao governo de Goiás em 2026, dada a falta de estrutura partidária suficiente para uma candidatura viável à prefeitura de Goiânia em 2024.

O distanciamento de Vanderlan do bolsonarismo ficou evidente após o apoio do PSD ao relatório final da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) dos atos antidemocráticos, que indiciou o ex-presidente Jair Bolsonaro em ao menos cinco crimes. Apesar de ser considerado um forte candidato, o senador enfrenta desafios estruturais e de alianças, fruto de sua trajetória política que não consolidou um grupo político sólido, tornando-se um fator determinante em uma disputa majoritária.


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