28/02/24
Na manhã desta terça-feira, 27, um clima tenso pairava nos corredores da Câmara Municipal de Goiânia. O plenário, que deveria ser palco da votação em primeira fase do projeto de lei que autoriza um empréstimo de R$ 710 milhões à Prefeitura de Goiânia, encontrava-se esvaziado, gerando especulações sobre o apoio à proposta.
O empréstimo, almejado pelo prefeito Rogério Cruz (Republicanos), visa financiar obras cruciais para a gestão municipal. Contudo, o projeto não obteve avanço naquela manhã, evidenciando um recado, segundo a oposição. A vereadora Kátia Maria (PT) apontou supostos "inúmeros vícios" na proposta, defendendo que deveria ser apresentado um novo projeto de lei.
O cenário, interpretado como falta de apoio até mesmo entre os vereadores da base, suscita questionamentos sobre a viabilidade da proposta. A ausência dos legisladores no plenário foi percebida como um sinal claro de discordância com a matéria, segundo a vereadora Kátia Maria.
Embora a situação sugira um impasse, fontes afirmam que a prefeitura pretende dialogar novamente com os membros da base de Cruz, buscando convencê-los da importância da aprovação do empréstimo. A administração municipal argumenta que a medida é crucial diante da redução nos repasses de ICMS, impactando a programação financeira do município.
O empréstimo, solicitado para amenizar as dificuldades financeiras, ganhou destaque no Legislativo após o envio de uma emenda substitutiva pelo Executivo. Após passar pela CCJ, a expectativa era de que a proposta avançasse na terça-feira, o que não ocorreu.
O projeto enfrentou obstáculos desde o início, inclusive uma recomendação do MPGO para obstrução da tramitação, devido à inclusão de itens que permitiam investimentos em obras em processo de licitação. A prefeitura argumenta que a emenda substitutiva busca oferecer uma nova interpretação ao texto, garantindo que os recursos sejam utilizados conforme o proposto, evitando desvios de finalidade.