28/02/24
A Polícia Civil encerrou a investigação sobre o deslizamento de terra em uma construção no Setor Marista, em Goiânia. O laudo da Polícia Científica não conseguiu identificar uma causa determinante para o incidente. Além disso, a análise apontou que não há riscos para os prédios vizinhos, e os danos são passíveis de recuperação. O caso ocorreu em janeiro deste ano, durante uma obra da Opus Incorporadora na Rua 1.128.
Dois prédios, Catas Altas e Villa Lobos, precisaram ser evacuados após um deslocamento de maciço de terra. Não havendo conclusões sobre a causa do desmoronamento, a polícia optou pelo arquivamento do inquérito, sem indiciamentos.
O titular da Delegacia Estadual do Meio Ambiente (Dema), delegado Luziano Carvalho, explicou que a investigação considerou diversos fatores, incluindo a dinâmica dos fatos e os danos causados. Se houvesse comprovação de dano ambiental, os responsáveis pela obra poderiam ser denunciados conforme o artigo 256 do Código Penal.
A Opus Incorporadora se pronunciou, destacando sua confiança nos valores, princípios e rigor em suas obras. A empresa afirmou que sempre esteve comprometida com a seriedade de seus profissionais. Reforçou ter contratado laudos, recuperado o asfalto e manifestou interesse na elucidação dos fatos.
Inicialmente, especulou-se sobre um vazamento de água como possível causa, mas a Saneago negou responsabilidade pelo desmoronamento. A hipótese de falhas na compactação da malha asfáltica, erro no projeto de engenharia e peso dos caminhões também foram levantadas como contribuintes para o incidente.
A conclusão do caso agora aguarda a análise do Ministério Público de Goiás (MP-GO) para possível arquivamento do inquérito. Solicitações de posicionamento à Opus Incorporadora e ao Crea não obtiveram resposta até o momento.