01/03/24
Reportagem do site Mais Goiás revela que associação criminosa envolvia brasileiros e russos que utilizavam transações com criptomoedas para lavar dinheiro furto de crimes praticados no exterior.
Além de Goiânia, a operação também foi deflagrada em Florianópolis (SC) e na cidade cearense de Eusébio. De acordo com a Polícia Federal o grupo é suspeito de lavagem de R$ 40 milhões com criptomoedas.
A matéria conta ainda que ao todo, foram cumpridos 10 mandados de busca e apreensão nas três cidades. Em relação aos principais investigados, foram decretadas medidas como monitoramento eletrônico, proibição de deixar o país e de transacionar criptoativos.
Também foi decretado o sequestro de bens adquiridos pelos investigados no Brasil e determinados bloqueios de contas bancárias vinculadas a 25 pessoas físicas e jurídicas, bem como de contas em exchanges, visando o sequestro de valores em moeda nacional e de criptoativos.
A reportagem detalha que a Polícia Federal passou a investigar o grupo após receber informação de que cidadãos russos foram morar em Florianópolis e estariam usufruindo de recursos oriundos de crimes praticados no país de origem.
As investigações apontaram que os principais investigados foram condenados na Rússia por crimes análogos a fraude e tentativa de roubo e fugiram para o Brasil, onde passaram a integrar quadros societários de empresas e a adquirir bens móveis e imóveis.
O grupo se valeu ainda de brasileiros que ajudaram na lavagem do dinheiro, através de empresas sediadas em Goiás. As movimentações financeiras realizadas pelos investigados e pela intermediadora brasileira tinham origem em transações de criptomoedas.
Em contas exchange, os criptoativos eram recebidos e convertidos em moeda nacional e depois eram transferidos para as contas dos investigados russos, de familiares e de suas empresas ou usados para a compra de bens imóveis de alto padrão e de automóveis de luxo.