05/03/24
O PSDB de São Paulo adiou, mais uma vez, a eleição da executiva estadual, gerando especulações sobre uma possível intervenção do comando nacional da sigla, liderado por Marconi Perillo. A nova data marcada para a eleição é 6 de março, véspera da janela partidária, momento crucial em que o partido pode enfrentar uma debandada de vereadores. A falta de consenso sobre a presidência do partido em São Paulo coloca a cúpula tucana em alerta.
O jornal Estadão reportou que nos bastidores há uma guerra de versões sobre os motivos dos impasses. Um grupo argumenta que Marco Vinholi, ex-presidente do PSDB paulista, é intransigente ao insistir em retornar ao cargo, dificultando um acordo sobre a chapa única. Vinholi, vinculado politicamente ao ex-governador João Doria, enfrenta resistência da ala ligada ao governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite.
Por outro lado, outra facção alega que a ala vinculada ao governador gaúcho é autoritária, buscando impor o nome de Paulo Serra como líder da chapa, apesar de não possuir os votos necessários para sua eleição. Serra, que atualmente preside a comissão provisória, foi nomeado por Leite pouco antes de deixar a presidência nacional do PSDB.
O PSDB iniciou a convenção no Estado no dia 25 de fevereiro, decidindo por uma chapa única, mas a votação do nome foi adiada diversas vezes. Com o impasse persistente, a conclusão da eleição foi transferida para 6 de março, levantando preocupações sobre a falta de definição do comando estadual durante a abertura da janela partidária.
O presidente nacional do partido, Marconi Perillo, enfatiza que "São Paulo deve resolver São Paulo", mas está ciente de que a continuidade do impasse pode resultar na perda de composições das chapas municipais para as eleições deste ano, já que não há um comando estadual claramente definido.