Goiânia, 04/04/2025
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Site Mais Goiás critica impasse na educação municipal de Goiânia

06/03/24

O ano letivo de 2024 em Goiânia já enfrenta complicações significativas devido à greve dos servidores administrativos da Educação, que perdura há uma semana. A paralisação, motivada pela busca por aprimoramento no plano de carreira, alega que a prefeitura não cumpriu acordos estabelecidos no final de 2023.

Segundo informações do Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Goiás (Sintego), em quatro tentativas de conciliação, o prefeito de Goiânia não apresentou nenhuma proposta. O impasse impacta pelo menos 170 unidades de ensino na capital, gerando transtornos para pais e responsáveis que se veem sem opções para deixar seus filhos enquanto trabalham.

Uma mãe, Patrícia Bastos, falou ao portal Mais Goiás sobre sua dificuldade durante a greve. Sua filha, aluna em tempo integral na Escola Municipal Sebastião Arantes, agora fica aos cuidados da mãe, que já enfrenta desafios adicionais com seu pai hospitalizado por uma doença grave e incurável. 

"Meu pai está hospitalizado com uma doença grave e incurável, e quem está cuidando dele em tempo integral é a minha mãe. Trabalho em um berçário particular, e minha carga horária é puxada. Como a escola está atendendo precariamente, por conta da greve dos servidores, temos que nos desdobrar", relata Patrícia.

Além das dificuldades enfrentadas pelos pais, a greve ressalta questões crônicas na educação municipal de Goiânia. A falta de profissionais e a sensação de desvalorização pelos servidores são apontadas como problemas recorrentes. Mães denunciam a ausência de professores de apoio, e nas redes sociais, cobranças à prefeitura por respostas rápidas e convocação de concursados se multiplicam.

A presidente do Sintego, deputada estadual Bia de Lima (PT), e servidores ocuparam a Tribuna da Câmara Municipal de Goiânia na quinta-feira, 5, para reivindicar isonomia, valorização da categoria e a elaboração de um novo plano de carreira para os administrativos da Educação municipal.

A audiência de conciliação entre a Prefeitura e o Sintego na última segunda-feira terminou sem acordo, com a prefeitura não apresentando proposta. Bia de Lima destaca a responsabilidade do prefeito Rogério Cruz em lidar com a situação e cumprir promessas feitas sobre o plano de carreira.

A Prefeitura, em nota, apresentou um acréscimo de R$ 300 no auxílio locomoção, chegando a R$ 800, mas alegou limitações legais para conceder aumento salarial devido à lei eleitoral e afirmou estar impedida de apresentar um plano de carreira devido à mesma legislação. O impasse persiste, e a comunidade escolar aguarda uma solução que viabilize o retorno às atividades educacionais.


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