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Crise na educação de Goiânia: greve e falta de professores atingem 224 instituições e 13 mil alunos

07/03/24

A rede municipal de ensino de Goiânia enfrenta uma crise marcada pela falta de professores e uma greve que já dura uma semana, com impacto direto em 224 instituições de ensino. Com 28 unidades totalmente paralisadas, a greve afeta cerca de 13 mil alunos e expõe a fragilidade do sistema de educação na capital goiana.

Os servidores administrativos, representados pelo Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Goiás (Sintego), reivindicam melhorias no plano de carreira e condições de trabalho. A greve, que começou no ano passado com a falta de professores, ganhou força e culminou na paralisação de quase 30 escolas, gerando preocupação entre os pais e transtornos para milhares de famílias que dependem das instituições de ensino.

A Secretaria Municipal de Educação (SME) ainda não apresentou um plano de contingência para lidar com a crise. Segundo a secretária executiva da SME, Milene Baldy, a retomada das aulas nessas 28 unidades depende do fim da greve. No entanto, a falta de um posicionamento claro e de ações efetivas para resolver a situação deixa pais, alunos e educadores em um impasse.

O titular da SME, Rodrigo Caldas, havia indicado que 33 escolas estavam paralisadas até recentemente, mas Milene esclarece que o número de unidades fechadas pode variar diariamente. Com aproximadamente 117 mil alunos matriculados na rede municipal, a situação demanda medidas urgentes para garantir a continuidade do ano letivo e o bem-estar dos estudantes.

A Prefeitura de Goiânia propôs um aumento de R$ 300 no auxílio locomoção durante uma audiência de conciliação no Tribunal de Justiça de Goiás, mas a oferta foi rejeitada pelos trabalhadores. Enquanto a greve persiste, a gestão municipal espera a publicação para convocar 479 professores concursados, buscando suprir a carência causada pelo término dos contratos de centenas de professores temporários.

O procurador-Geral do Município, José Carlos Issy, argumenta que não há espaço fiscal para criar ou alterar qualquer plano de carreira que resulte em aumento de despesas de pessoal. Contudo, a presidente do Sintego, Bia de Lima, contesta essa justificativa, afirmando que a elaboração do plano de carreira não ultrapassará os limites da Lei de Responsabilidade Fiscal.


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