09/03/24
Goiânia foi palco de uma trágica história que resultou na morte de Kimberlly Hadassa Assunção, uma menina de apenas 3 anos. A criança aguardou cerca de 30 horas por atendimento em um hospital público da capital e não resistiu aos sintomas de bronquiolite que apresentava.
A denúncia de negligência parte da própria família de Kimberlly, que relata ter buscado atendimento para a criança quatro dias antes do fatídico episódio. O pai, Marcos Antônio, afirma que a filha foi medicada em uma unidade de saúde e liberada para casa. No entanto, os sintomas persistiram e, no dia 5 de março, a menina apresentou falta de ar e ficou com a pele roxa, o que levou a família novamente em busca de ajuda médica.
O caso ocorreu no Ciams Urias Magalhães, mesmo local onde Kimberlly morreu. Marcos Antônio relata o sofrimento de ver sua filha morrer nos seus braços, mesmo após tentativas de reanimação. Ele alega ter sido informado que a criança chegou ao segundo hospital já sem vida, após ser entubada na ambulância.
A Polícia Civil já iniciou uma investigação sobre o caso, buscando esclarecer os fatos e apurar eventuais responsabilidades. A população aguarda respostas diante da gravidade da situação, que evidencia as deficiências no sistema de saúde local.
A Secretaria Municipal de Saúde de Goiânia (SMS) emitiu uma nota oficial, expressando solidariedade à família e destacando que, conforme o prontuário médico, Kimberlly recebeu suporte adequado no Ciams Urias Magalhães enquanto aguardava uma vaga em uma unidade de saúde mais complexa. A SMS informou também que abrirá um processo administrativo para averiguar se houve falha no atendimento na rede municipal.